segunda-feira, 5 de maio de 2008

Seqüestro de brasileiros na Polônia durou uma hora

O seqüestro de três jovens judeus brasileiros que viajaram à Polônia para participar da Marcha da Vida durou uma hora, disse ao G1 por telefone a acompanhante do grupo, Estela Schorr. Segundo ela, os meninos -que participavam de uma excursão da escola Eliezer Steinbarg-Max Nordau, do Rio de Janeiro- estão agora na delegacia prestando depoimento e não foram agredidos fisicamente.
O seqüestro aconteceu na manhã desta segunda-feira (5), no hotel Holiday-Inn, quando os jovens, de 16 anos, estavam deixando o quarto que ocupavam em direção à recepção para tomar café-da-manhã.

De acordo com a responsável pelo grupo de 48 alunos que está na Polônia, o homem não era hóspede e tinha origem árabe. "Ele estava no corredor quando viu os meninos e perguntou se eram de uma seleção de futebol. Eles explicaram que eram estudantes e ele os empurrou de volta para o quarto e trancou a porta".

Segundo Estela, o seqüestrador ficou com os meninos por uma hora no quarto e disse a eles que não iria matá-los. Também falou que era muçulmano e que eles não estariam seguros na Polônia nem em Israel.

"A polícia foi avisada e chegou rápido. Quando bateu na porta, o homem disse que tinha bombas e que iria explodir. A polícia decidiu arrombar a porta e então fomos todos para a delegacia, onde estamos já faz cinco horas."

Entrevistada pelo G1, a diretora-geral do colégio Eliezer, Shirlei Kohl, não autorizou a divulgação dos nomes dos estudantes. O grupo embarca nesta segunda-feira (5) para Israel, onde os jovens ficarão por mais uma semana antes de voltar ao Brasil.

A Marcha da Vida é um evento que acontece todos os anos para lembrar as mortes de judeus em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial

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